“Professores devem se familiarizar com tecnologias”

11 12 2009

O balanceamento entre o uso de tecnologias e a adequação aos processos metodológicos de ensino tradicionais seria o maior desafio da atual geração de professores. A opinião é de Lucia Maria Martins Giraffa, professora da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), para quem, esse equilíbrio só poderá ser atingido por meio da qualificação dos docentes. A ideia foi defendida durante a palestra “Professor e tecnologia: a parceria necessária”, que encerrou o seminário Novas Tendências em Ensino-Aprendizagem, organizado nesta sexta-feira, 4 de dezembro, pelo Universia Brasil em parceria com a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

A professora explica que é necessário rever o processo de formação de professores, o que inclui o entendimento e a familiarização com as tecnologias como instrumentos para o Ensino. “O professor tem de ser especialista no conteúdo, mas há uma grande necessidade de dominar as tecnologias”, defende ela. No mesmo sentido vem a afirmação de Susane Garrido, professora da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos Unisinos). Segundo ela, a premissa para o desenvolvimento de disciplinas a distância na universidade é que seja feito por professores comprometidos com o processo pedagógico. “Mesmo que se trate de um professor maravilhoso na modalidade presencial, ele precisa se capacitar para atuar na EAD (educação a distância)”, afirma ela.

Além disso, Susane declarou que a formação deve contemplar a dinâmica da nova geração de estudantes, sem deixar de lado os processos já consolidados. “O meio eletrônico não neutraliza os meios tradicionais, apenas amplia as possibilidades”,disse a professora da Unisinos. Sua colega Lucia acredita que os docentes devam ser capazes de entender as diferenças de linguagem adotadas em cada contexto. Ou seja, têm de ser flexíveis para adotar um tom na sala de aula, mas compreender a linguagem utilizada nos comunicadores instantâneos, por exemplo.

Lucia acrescentou que esse é um dos passos necessários para que os professores se tornem mais ativos na modernização dos processos de Ensino-aprendizagem. “A escola é consumidora de tecnologias que são impostas. Espero ver os professores tomando a frente e encomendando tecnologias para a melhoria do Ensino”. Mas em contrapartida, Lucia acrescenta que os alunos precisam se tornar mais ativos para aproveitar melhor o uso de novas tecnologias.

Durante a palestra “Tecnologias digitais no ensino presencial de graduação”, Ana Luisa Petersen Cogo, professora da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), contou sobre as experiências da turma do curso de enfermagem. Segundo ela, o uso de jogos em que os alunos comparavam suas respostas com as previamente estabelecidas por especialistas no conteúdo possibilitou que desenvolvessem autonomia e a capacidade de resolver problemas.

Outro benefício apontado por Ana Luisa foi a integração de conhecimentos anteriores e a nova vivência do trabalho em grupo. No entanto, ela diz haver resistência dos alunos em adotar definitivamente as novas tecnologias. “Ainda há apego ao papel, pois os alunos não têm familiaridade com a leitura na tela do computador”, exemplificou ela.

Fonte: Universia


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