CONAE define o rumo da educação no Brasil

31 03 2010

A Conferencia Nacional da Educação (Conae) entrou na reta final na tarde desta terça-feira quando os delegados estaduais e municipais, reunidos em Brasília desde domingo, deram início às plenárias dos eixos temáticos – que se estendem até o meio-dia desta quarta-feira. Na quinta, ocorre a plenária final, cujo objetivo é a delineação do Plano Nacional da Educação (PNE) para a próxima década (2011-2020).

Nas plenárias, os delegados deverão votar todas as propostas confeccionadas nas conferencias estaduais e municipais, que ocorreram ao longo dos últimos meses. São seis eixos: Papel do Estado na garantia do direito à educação de qualidade: organização e regulação da educação nacional; Qualidade da educação, gestão democrática e avaliação; Democratização do acesso, permanência e sucesso escolar; Formação e valorização dos trabalhadores em educação; Financiamento da educação e controle social; Justiça social, educação e trabalho: inclusão, diversidade e igualdade.

O PNE resultante da Conae 2010 é um conjunto de diretrizes da política educacional da União e se constitui como documento supragovernamental. O PNE 2011-2020 deverá substituir o que acaba em 2010 e fora implementado em 2001.

Qualidade é urgente – Na cerimônia de abertura da Conae no domingo, 28 de marco, Haddad defendeu que o PNE dos próximos dez anos deve se orientar por um incremento da qualidade da educação, indo alem do desafio quantitativo. Especialistas tendem a concordar que, de modo geral, o País experienciou, nas últimas décadas, uma forte expansão no número de alunos atentidos por instituições educacionais.

Nesta terça. um colóquio sobre sobre formação inicial e continuada de professores foi ao encontro do desafio de Haddad. Antonio Carlos Ronca, que é professor, filósofo e doutor em Educação, palestrou sobre a urgência da implementação de medidas que garantam a qualidade do ensino. Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ronca apontou para o envelhecimento médio crescente da população brasileira.

Segundo ele, a parcela de trabalhadores não ativos terá crescido muito até 2050, o que representa uma “janela demográfica” para o Brasil. “Os próximos 10 anos serão decisivos”, disse Ronca, uma vez que os gastos com previdência aumentarão e a parcela produtiva da sociedade terá de ser altamente bem treinada – o que, por sua vez, exige, que medidas sejam tomadas urgentemente.

A argumentação de Ronca tomou vulto quando trouxe dados relativos justamente à qualidade do ensino brasileiro. Segundo ele, os últimos anos do ensino fundamental e o ensino médio apresentam déficit de professores minimamente qualificados, nos quais a cerca de metade dos profissionais de História e Matemática não possuem formação específica.

“Fizemos grandes, grandes avanços nesses últimos anos, mas temos muito pela frente”, analisou o professor, que ainda finalizou: “O salto na educação é agora, senão será tarde.”

Visite o site do Conae aqui

Com informações da assessoria de imprensa do Conae


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